
posted by Ás vezes tem acento, outras não. at 6:52 PM
"Eu via meu pai e meus tios sentados, bebendo cachaça e golpeando violentamente uma mesa quadrangular com aqueles pedacinhos de madeira. Achava aquilo assustador." Esse depoimento foi dado por Plínio Antônio Evangelista, o famoso "Tônho do Lasquinê", que na década de 70 se tornou uma lenda em Piripá [interior da Bahia] por sua incrivel habilidade com as pedras de Dominó.
Eis um jogo simples: 28 pedras e na extremidade de cada uma, um valor de 0 á 6. Cada jogador recebe 7 pedras com as quais deve combinar os valores de suas extremidades com os valores expostos na mesa.
Porém, apesar de toda a racionalidade envolvida, não estamos falando de um jogo puramente matemático, como é o exemplo do Xadrez.
A prática do Dominó consiste justamente em calcular o jogo dos outros participantes e para tal fim é preciso que exista nescessariamente um contrato tácito entre as partes envolvidas, um pacto.
Em outras palavras: para se saber jogar bem uma partida de Dominó é preciso que os outros jogadores também saibam. É preciso uma identificação. Uma linguagem.
Se tentarmos aplicar esse raciocício à outros jogos de mesa de bar, perceberemos que esse fenômeno somente pode ser observado no Dominó.
Tomemos um exemplo bem similar, o do "Palitinho": caso numa partida de 5 jogadores um deles [com 2 palitos na mão] calcula [errôneamente] que existam 15 palitos em jogo ele está automaticamente fora. Sem chance de vitória.
Agora sim se torna claro o medo que Tônho sentia na infância: ele não fazia parte daquilo.
20:00- Discotecagem
21:00- Vinícius Mitchell [crooner da banda Cappuccino e cartunista da revista Mosh! numa apresentação trovadoresca]
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21:30- Dorothy
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22:50- Birds of The Holy Ville
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00:10- Lírio
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posted by Ás vezes tem acento, outras não. at 10:45 PM
PROMO SPLIT DOROTHY/LÍRIO
posted by Ás vezes tem acento, outras não. at 9:46 PM
Da esquerda pra a direita: Rogério Alvarenga, Tyk Tak, Heitor, Leo. Foto tirada no Estúdio Aquarius no Rio Vermelho nos ensaios da primeira demo FINESSE em 2000.
posted by Ás vezes tem acento, outras não. at 12:21 AM
Hoje é aniversário de nosso saudoso amigo JubaLeo. Eu gostaria de publicar o quanto gosto desse moço:
Conheci Leo em 2000 quando estudávamos no Colégio Antônio Vieira. Lembro bem de quando ele estava organizando o Vieira Rock I e me pediu ajuda para colar um panfleto em cima da entrada principal já que nenhum dos pivetes do primeiro ano conseguia alcançar. Meses depois ele foi convocado a viajar com a Dorothy [www.finessistas.blogger.com.br] até Simões Filho para tocar baixo no diabo de um show. Emprestei uma fita com os baixos da banda acompanhados apenas por um metrônomo. Anos depois, lembrando do caso, ele me confessa que ficou assustado com a tremenda maluquice que eram as linhas de baixo e talvez justamente por isso ele acabou não viajando com a gente. Leo só veio a se juntar a Dorothy no final de 2000 e para nós foi um grande acontecimento não só pelo absurdo talento que o moleque tem mas principalmente pela amizade que se criou entre eu, leo e tyk.
Ano passado eu convivi 24h por dia com essa figura. Chegávamos da farra e íamos pra cozinha fazer comida e resenhar a noitada. Aprendi muito com Leo e deixo aqui um abraço pra esse grande amigo e comparsa. Parabéns Juba LEO. Força sempre e como dizia aquele escritor que eu esqueci o nome: esse é o melhor dos mundos.
posted by Ás vezes tem acento, outras não. at 11:49 PM